"No post passado, falamos sobre o time TRICOMA e, conforme eu prometi, agora vou falar sobre cada profissional - e amigo - que me ajuda a manter a marca em ordem, procurando sempre aprender com os erros e evoluir no trabalho.

 

A minha primeira funcionária oficial foi a Gabi e, por isso, hoje o post é sobre ela.

Nós nos conhecemos nas reuniões de Budismo há bastante tempo. Acompanhamos, juntas, o crescimento uma da outra e estamos sempre nos incentivando. Quando decidi investir financeiramente em um profissional para escrever os textos para a TRICOMA, ela que me veio á cabeça.

Eu queria alguém que também estivesse começando, para que rolasse uma troca bacana para ambas as partes. Sempre gostei da ideia de apoiar os profissionais independentes, que ralam pra sobreviver em meio ao caos e, ainda assim, conseguem expor a beleza da vida no seu trabalho. Eu acredito muito no potencial da Gabi, especialmente por ela ter começado a atuar na sua profissão desde cedo e ter me inspirado a ser uma pessoa mais consciente da postura no dia a dia.

Como diretora criativa e fundadora da marca, eu tenho muitas obrigações e pendências e, por isso, é realmente essencial a dedicação e o trabalho que ela realiza dentro do time. Além de cuidar de toda a parte de comunicação e textos para o site e para o Facebook, conseguimos bolar juntas uma estratégia de divulgação da TRICOMA.

A Gabi veio aqui em casa para a primeira entrevista comigo, sentou, gravou toda a nossa conversa e foi embora para escrever o primeiro release da TRICOMA. Quando recebi, adorei e não modifiquei quase nada. Agora era a vez dela brilhar e divulgar a marca da melhor forma possível. A confiança foi total.

Era o começo da marca, tudo começando, sem nenhum investimento em assessoria de imprensa até então. Lembro perfeitamente que ela me disse que, com todas as circunstâncias, talvez o resultado demorasse para chegar. Mas não demorou.

Logo no final do primeiro mês, ela me liga para contar que a editora da coluna Eco Era da Vogue, Chiara Gadaleta, tinha se interessado pelo nosso material. Sim. NOSSA, foi um ahazo! A produtora veio retirar as peças, uma modelo maravilhosa foi escolhida, as fotos foram tiradas e, já na semana seguinte, devolveram tudo e era só esperar para ver.

Eu estava em um tour pela Europa para divulgar a marca quando a TRICOMA saiu na edição de maio da Vogue. Foi uma vitória incrível! Para nós duas.

Ás vezes, sinto que a confiança que eu depositei no trabalho da Gabi ajudou ela a criar uma segurança interna de que é boa no que faz. É bem nítido de ver a evolução dela no meio da comunicação, cada dia é uma história diferente, um cliente novo! E isso é a prova de que quando a gente se dedica, as portas se abrem - como uma consequência de um trabalho bem feito, com muita alma e coração.

Desde que iniciamos a nossa parceria, a TRICOMA é citada em diversas matérias como uma marca referência no conceito slow fashion e no gender no Brasil. E, assim como eu já contei pra vocês no outro post, eu acredito que cada um de nós tem um viés artístico e um dom que precisa ser acordado e estimulado para formar essa mistura única.

O dom da Gabi é a habilidade de traduzir em palavras e passar para o papel as ideias e os fluxos de pensamentos que passam pela minha cabeça."

Créditos:
Fotos: Vivi Bacco e acervo.