"’Você já tentou, alguma vez, e em poucas palavras, descrever quem é você?’

A parada é tensa e cheia de alternativas. Somos múltiplos incomuns, e, na real, nunca somos unidade. Somos uma mutação constante e isso é massa (e não precisa ter medo).

Imagética ou filosoficamente, estamos aprendendo. E pela vivência, vamos adicionando novas abas de conhecimento. Tipo, há uns anos atrás, portava o picu que batia em minha coxa e vivia das discotecagens e festas em São Paulo. Desse concept, fomentamos muitas situações, viajei pelo Brasil, conheci muitas fitas, vivenciei muitas tretas, e hoje sou quem sou por cada alternativa que marquei xzinho.

Já fui loiro, moreno, e já tive cabelos rosas. Vestia largos e, às vezes, justos. Fantasias e, de vez em quando, rolavam algumas cores. #gotiksuave

Desses anos de autoconhecimento, tirei vários lances e tive como o maior aprendizado a importância de ser verdadeiro comigo mesmo – sendo dramático, hipersensível e, claro, multitarefa! E, como diz o poeta: "aprender com o erro é bom, mas é mais peso aprender com o erro dos outros." Então, segue o meu discurso: "testar é preciso e mudar é bom, bom pacaralho! Se joga!"

Segue a cena.
Há um semestre, eu não sabia dizer exatamente qual era minha profissão, o que fazia, e tampouco o queria ser…. E, lá pelos vinte e tantos, eu "deveria" ter a resposta para algumas dessas perguntas na ponta da língua, mas eu não tinha. Por razões óbvias, não sou do tipo a, b ou c. Sou do tipo ‘todas as anteriores’. Saca o que já fiz:

Fotografei, modelei,
Performei,
Suei, batalhei,
E me perdi.

 

 

 Encontrei a resposta para muitas coisas olhando para dentro de mim e revisitando tudo o que é meu por direito.

 

Dessa mistureba, nasceu o Apolinário, Diretor Criativo da Cemfreio.

Assim como eu, ela nasceu, tá vivendo e mudando.
E vai para onde? Sei lá... Só sei que VAMOQVAMO!"

 

 

 

 

Apolinário mora em Perdizes.

Fotos: Vtao Takayama, I Hate Flash e acervo pessoal