Aquele seu instinto mais puro e infantil de querer entender como todo o mundo ao seu redor funciona. É ele que vai aparecer na sua conversa com Apolinário. A vontade incontrolável de saber por quê acompanha o furor daquele que fala como se tivesse acabado de descobrir um segredo do universo. Certo de que o tempo nesta terra é curto, ele te envolve em detalhes, respostas e processos ao ponto que, no final, você está parado no centro da dinâmica -  é impossível não fazer parte da Cemfreio. A marca de roupa batizada com o apelido do menino sem noção do bairro, "esse moleque é sem freio", tem roupas que vão além de gênero e abrigam corpos, pensamentos e articulações com o conforto de serem feitas com verdades (e tecidos orgânicos). Apolinário gira, sem parar, em torno de tudo o que faz.

"Para mim a Cemfreio, hoje, faz dos opostos o ponto do meio. É pegar o masculino e feminino e criar uma terceira coisa, pegar a periferia e a high society e fazer essa terceira coisa, a malha e o chifon e fazer outra terceira coisa. Eu quero criar dinâmicas."

Ao criar meios para todos os pontos, o designer e estilista faz com que todos os meios sejam pontas. As partes são igualmente importantes. Quem fabrica, quem costura, quem usa e quem replica, a moda é se faz tão horinzontal quanto circular. Está sempre começando. "Eu não trabalho com mercado de moda, eu trabalho com dinâmicas de vestuário".

 

Votação Meio-Fio

Depois das trocas de inspirações, histórias e experiências chegamos a uma nova fase do Melissa Meio-Fio: a exposição de ideias. Os Refletores foram convidados a desenvolver um projeto autoral que revelasse suas singularidades e devolvesse um pouco da força criativa que São Paulo oferece diariamente. Orientados por um Conector, eles receberam a chance de olhar para si mesmos, suas expressões e potências e criarem algo que refletisse seu percurso até aqui.

Descubra os projetos dos refletores e vote no seu favorito, 3 deles serão escolhidos e materializados em 2017