“Quem me conhece de perto sabe que estou sempre rodeada de amigos. Todo dia é um entra e sai aqui em casa – que também é ateliê, escritório e espaço de reunião budista.

Como acredito que o ambiente e as pessoas ao nosso redor são, na verdade, um reflexo de nós mesmos, meus amigos são tão multitarefas quanto eu. Cercada de muitas mentes criativas, sempre acabo chamando uma ou outra para jobs com a TRICOMA. Tem bastante fluxo de energia passando por aqui, sim, mas tem também uma equipe fixa que é extremamente necessária para a marca. Somos quatro.

Não tenho pose de chefona e muito menos toco o terror em entrevistas de emprego. Aliás, nem me lembro direito do dia em que contratei os três, porque foi tudo extremamente orgânico. Surgia a necessidade de alguém que prestasse determinado tipo de serviço, e logo depois a vida escancarava algum amigo com as mesmas habilidades que eu estava buscando.

PI PI PI: A intuição apitava que ia dar certo.

 

Foi tudo construído com base na amizade, no respeito e na confiança. Sou bem flexível com horários, e normalmente trabalhamos juntos aqui em casa (ateliê e escritório). O que faz muita diferença é que somos todos budistas e quase sempre meditamos antes de começar o trabalho (espaço de reunião budista).  

 

Só para vocês terem noção, há umas semanas eu fui chamada para produzir algumas máscaras que iriam ser parte do figurino de uma performance na Bienal. Eu tinha realmente muito pouco tempo para conseguir agilizar tudo e passei noites acordada organizando isso entre as pendências e compromissos habituais da TRICOMA e da vida pessoal que a gente sempre tem que resolver. Lembro direitinho, era um dos últimos dias antes da entrega, tive que sair rápido pra uma reunião - super agoniada porque não iria dar tempo, as máscaras não ficariam prontas, tudo ia dar errado - e aí, de repente, me vi cercada de amigos queridos. Todos sentados no sofá, um do lado do outro, cada um fazendo uma coisa para agilizar a produção. Foi maravilhoso sentir na pele o quanto posso contar com eles, sabe? Um time.

Isso torna nossa conexão mais forte, além de aumentar o foco e a produtividade.

Não é fácil liderar e eu sou o menos autoritária possível. Como todos nós temos um viés artístico bem forte nós organizamos os afazeres em calendários, assim não tem a necessidade de ficar pedindo nada pra ninguém e todo mundo sabe o que precisa ser feito no dia.

 

Modelos de vida muito tradicionais nunca me seduziram, por isso, acredito sim na liberdade também no espaço de trabalho. É super gostoso ter todo mundo reunido tomando café, fumando um tabeckinho e discutindo soluções para os pepinos que tanto fazem parte da rotina.

Além de mim o time TRICOMA é composto por mais três pessoas:
Gabi

A nossa assessora de imprensa. Ela é responsável por toda a comunicação da marca, desde os textos mais simples aos releases mais cabeludos.

Uala

O meu assistente pessoal. É ele quem me dá apoio em todas as áreas da marca (e da vida), além de desenvolver a diagramação do nosso blog (que vai ser lançado logo logo). Ele é, também, o mais novo funcionário da TRICOMA.

Rosa Laura

Nossa artista visual e designer. E tatuadora. A Rosinha pensa junto comigo toda a estética gráfica da TRICOMA. Foi ela quem concebeu o novo logo da marca e tatuou ele no meu braço. literalmente <3

Nos próximos posts vou escrever sobre a trajetória profissional de cada um deles. Gosto de comparar as relações humanas com as reações químicas, sabe? Cada um tem aquele elemento único e especial que, ao se fundir com o resto, cria uma fórmula diferente - que é linda especialmente por ser singular. Prezo muito pelas amizades e parcerias profissionais!

Gostaria de mandar um salve e um abraço forte para o Carlos Rosa (esse que está arrumando os cabelos e makes da minha equipe nas fotos acima) e a Vivi Bacco (foto) por toparem vir conceber esse shooting do TIME TRICOMA. Agradeço do fundo do meu coração. Vocês são f*das no que fazem!"

 

 

A casa/ateliê/escritório/espaço-de-reunião-budista da Aline fica na Praça Rooselvet, no centro da cidade.

 

Fotos: Vtao Takayama, Vivi Bacco e acervo pessoal