"'Eu aprendi há muito tempo que a coisa mais sábia que posso fazer é estar do meu próprio lado, ser um advogado para mim e para outros como eu.' Sou apaixonada por esta frase - entre tantas outras - da minha grande musa Maya Angelou, escritora e ativista de direitos civis. Foi neste espírito que entrei em contato com curadores e outras mentes criativas com a mesma pergunta. Como resposta, palavras valiosas, saborosas, fruto do processo e da experiência.

“O que você falaria para um artista que acabou de se formar?

“Eu diria para esquecer toda sua vida até ali e começar de novo. Todo o conhecimento acadêmico que foi adquirido com certeza já está dentro de você e a partir de agora o game é outro. Você e seus desejos, o maior porta voz dos seus sonhos é você, viver de arte é se reinventar todos os dias”.

- Rita Wainer, artista

“Acho que um artista que acabou de se formar deve entender que na verdade ele nunca irá terminar de se formar. Ele não pode parar de desenvolver sua pesquisa e de estudar, sempre. Além disso, ele precisa frequentar mostras de artistas de várias gerações. Deve estar atento ao que se passa no circuito contemporâneo, ficar de olho em editais e chamadas para exposições de arte. Mesmo que receba muitas respostas negativas o artista precisa antes de tudo acreditar em seu trabalho e seguir produzindo com continuidade para construir uma trajetória que só o tempo irá proporcionar. Mas sempre é bom que o artista também saiba duvidar de si mesmo e consiga se reinventar”.

 - Cauê Alves, curador

 

“Não é importante expor seu trabalho, é importante existir”.

- Marcello Dantas, curador

 

"Ler o livro inteiro, e não apenas um capítulo”.

 

- Marcelo Rezende, curador

“Continuar estudando, mas sobretudo olhando para a história da arte. Conhecer a história da arte ocidental, brasileira, é fundamental. Vejo muitos jovens artistas com um trabalho bacana, mas sem referências históricas, sem background”. 

 

- Paulo Vicelli, curador

“Tenha fé”. 

- Gerson Oliveira, designer

“A dica valiosa eu aprendi com Marina Abramovic, que diz: dedicar-se 100% é muito pouco. A partir dos 200% começa a funcionar. As questões que se colocam para um artista em início de carreira evidenciam procuras e uma busca pela voz poética e para reverberações dessa voz. O importante é dar forma à poética, seja ela qual for, e se questionar o tempo todo, se reinventar o tempo todo. E fazer fazer fazer; não só para mostrar mas para pensar sobre a evolução do trabalho, tanto em relação aos seus pares e à história da arte, como em relação ao próprio trabalho. É importante também dar visibilidade à produção e ser firme. Pode demorar muito para encontrar um lugar, mas isso só o tempo dirá”.

 

- Rodrigo Villela, curador

“Persistência, trabalho, pesquisa, escuta”.

 

- Mario Gioia, curador

 

 

 

 

Na foto, escolhida por Duda, a escultura “The Long Awaited” (“O Tão Esperado”), da artista australiana Patricia Piccinini, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil com curadoria de Marcello Dantas.