Tem as coisas que reparamos de primeira, escancaradas na nossa cara como outdoors de publicidade iluminados em plena Av. Paulista, coisas que são criadas para serem vistas. Mas, tem aquelas outras, sorrateiras, as pequenas obras de arte escondidas por aí. Aquelas que, quando vistas - reparadas -, são quase como um segredo descoberto. Você foi o primeiro a ver, talvez o último. Um detalhe em um quadro, uma anotação de rodapé, um recorte encaixado em um vão da cidade - ali, olhando só para você. É isso que Zé Vicente faz, cria segredos entre pedestres e a cidade. Colagens escondidas que, uma vez encontradas, alteram sua percepção do espaço.

"Quando faço uma intervenção na rua eu estou criando um diálogo muito pessoal - íntimo - com cada espacinho, com cada coisinha que vai acontecendo (...) E a rua é esse espaço de diálogo, de troca, totalmente horizontal e democrático, é o lugar da arte."

Tranquilo e com uma pasta de recortes embaixo do braço, o fotógrafo sai pela cidade procurando portas para os novos mundos que suas intervenções criam. "Sou a favor de deslocar uma imagem de um contexto e colocar em outro para ver o que acontece", e é o que faz ao abrigar um aventureiro da National Geographic no meio de um buraco no asfalto de São Paulo.

 

 

Votação Meio-Fio

Depois das trocas de inspirações, histórias e experiências chegamos a uma nova fase do Melissa Meio-Fio: a exposição de ideias. Os Refletores foram convidados a desenvolver um projeto autoral que revelasse suas singularidades e devolvesse um pouco da força criativa que São Paulo oferece diariamente. Orientados por um Conector, eles receberam a chance de olhar para si mesmos, suas expressões e potências e criarem algo que refletisse seu percurso até aqui.

Descubra os projetos dos refletores e vote no seu favorito, 3 deles serão escolhidos e materializados em 2017