Sobe, desce, vai e vem, faz a volta. De novo. Assistir a um tear é assistir a um espetáculo de dança em tão perfeito ritmo que é quase possível ouvir a música. Vê-se tecido. Linha a linha a cortina vai se formando, aperfeiçoando a trama e encerrando o show. No tear você entende que, neste mundo, tudo é criado a partir do movimento - e Alexandre Heberte aprendeu a nunca mais parar. Em tempos em que se levantar da cama era difícil, a disciplina de ter que articular um espetáculo de dança todos os dias lhe devolveu o ritmo para recriar sua própria vida.

"Foi se estabelecendo uma relação, era como se eu entrasse no tear e ele virasse uma extensão do meu corpo"

Alexandre encontrou sua vocação no tear ao mesmo tempo em que descobria um elo com todas as gerações vindas antes dele. Repare, das cestas dos índios aos sacos de farinha trocados na Europa mercantilista, fomos sempre cercados (e aquecidos) por tecidos e tramas entrelaçados das mais diversas maneiras. Em todos os continentes, explorados, não mais escondidos ou jamais descobertos, o ritmo que permite criar superfícies é inato aos seus habitantes - como a música. E aqui, Alexandre é um dos que sabem a dançar.

 

 

Votação Meio-Fio

Depois das trocas de inspirações, histórias e experiências chegamos a uma nova fase do Melissa Meio-Fio: a exposição de ideias. Os Refletores foram convidados a desenvolver um projeto autoral que revelasse suas singularidades e devolvesse um pouco da força criativa que São Paulo oferece diariamente. Orientados por um Conector, eles receberam a chance de olhar para si mesmos, suas expressões e potências e criarem algo que refletisse seu percurso até aqui.

Descubra os projetos dos refletores e vote no seu favorito, 3 deles serão escolhidos e materializados em 2017