"Pensar diariamente como tornar-se realidade não é o propósito mais importante de um sonho.

Importante é que cada um de nós entre em contato com o lugar de onde eles nascem, de onde nasce a felicidade.

E perceba ainda o que um sonho completamente destruído pode fazer por todos nós, sobretudo mulheres. Penso no poder dessa percepção entre os jovens. Enorme poder!

E é este o propósito dos livros.
Histórias importam.

Quando rejeitamos a ideia de que não existe – nunca – uma só história sobre determinado lugar ou pessoa, nós reconquistamos uma espécie de paraíso, e tudo isso está dentro de um só lugar: da biblioteca.

Nunca vou esquecer quando Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz e política de oposição birmanesa, foi libertada de seus 15 anos de prisão domiciliar. Em uma entrevista coletiva, ela explicou que nunca esteve sozinha. Estava na companhia de milhares de histórias e seus personagens.

"E se a capacidade de contar e se aprofundar em histórias voltasse a fazer parte da Geração Z?"

Se a imagem tem muito mais força para essa geração, pense no fotógrafo Robert Capa contando sobre a profundidade de seus instantes capturados para uma jovem de 15 anos. É imprescindível olharmos a história por trás.

Nas palavras do fotojornalista Henri Cartier-Bresson: 'Fotografar é colocar, na mesma linha, a cabeça, os olhos e o coração.' E se, nessa hierarquia da vida – que, para a nossa sorte, já deixou de ser vertical –, o coração e as linhas voltassem para a equação, tirando o foco do imediatismo dos instantes?"

 

O lugar favorito da Duda é (imagine só) a Biblioteca Infantil Multilíngue Duda Porto de Souza dentro da sede da Universidade Belas Artes, na Vila Mariana em São Paulo. 

 

Fotos:  Vtao Takayama