Enquanto estudava Artes Visuais, Aline Tima saía pela noite de São Paulo com amigos e uma mala de roupas para entreter a multidão das festas com sua performance de troca de looks. Na moda encontrava uma porta para expor tudo o que é - um conjunto de ideias, reflexões políticas e a necessidade inerente de alinhar a mente e o corpo. A roupa como expressão, entendimento, teste e experimentação canalizava a frustração com as teorias da arte, do mercado e a pressão de colocar um valor em tudo que criava. Aline, então, fundou a TRICOMA

"Esse tema 'no gender' não faz sentido para mim. Todo mundo que faz entra no mode calça jeans, moletom, preto... Eu queria fazer algo que fosse bem bem bem chamativo e que, simplesmente, todas as pessoas pudessem usar."

Peças de tricô produzidas em sua cidade natal. Tecidos que abrigam todos os corpos. Contra o fast-fashion e o ciclo vicioso que faz as pessoas consumirem uniformes ao invés de roupas, a TRICOMA materializa tudo o que Aline acredita. Os questionamentos sobre identidade e quem somos nós dentro de uma multidão fazem a marca entrar em um novo patamar; os tricôs, em conjunto com os chamados "dispostitivos performáticos de resistência" - máscaras e balaclavas que escondem os traços do indivíduo - mostram a diferenca entre ser visto e ser reconhecido. Cabe a cada um mostrar o que realmente é.

 

 

Votação Meio-Fio

Depois das trocas de inspirações, histórias e experiências chegamos a uma nova fase do Melissa Meio-Fio: a exposição de ideias. Os Refletores foram convidados a desenvolver um projeto autoral que revelasse suas singularidades e devolvesse um pouco da força criativa que São Paulo oferece diariamente. Orientados por um Conector, eles receberam a chance de olhar para si mesmos, suas expressões e potências e criarem algo que refletisse seu percurso até aqui.

Descubra os projetos dos refletores e vote no seu favorito, 3 deles serão escolhidos e materializados em 2017