"Mergulhada em um universo de interesses e egos gritantes, decidi me libertar da pressão imposta pelo mercado da arte, que dita o que é bom e o que é ruim pelo valor monetário.

Sempre participei da produção artística de eventos e festivais – como a festa VOODOOHOP – com criações baseadas na troca de energia e nos relacionamentos humanos. Um exemplo disso é a ação Burcas Flutuantes, que levanta questionamentos sobre a preservação da identidade e o impacto do choque estético.

O contraste da liberdade e da opressão é evidente e, inclusive, rendeu um episódio na websérie Madrugada Desesperada, do Canal Urban Feed, em que fui entrevistada pela jornalista e roteirista Fernanda Young.

Depois de me envolver com os mais variados projetos, cansei de ter que provar para o mundo que eu era artista.

A TRICOMA, minha marca de suéteres e cardigans exclusivos pautada pelo conceito slow fashion, foi criada em 2015. A ideia veio da falta de peças únicas, diferentes e que despertassem desejo, caminhando na contramão da linha de produção massificada que estamos vivendo atualmente.

A transformação de um cenário boring para um projeto inovador e que desconstrói um modelo de produção que favorece o consumo frenético é realmente a melhor exemplificação da minha essência!

Líder de uma comunidade budista em São Paulo, coloco uma energia intensa e pura em tudo o que eu faço. Deve ser por isso que estou sempre rodeada de pessoas do bem e que também anseiam por um mundo mais consciente e iluminado!"

Aline conta que, em 2016, a TRICOMA saiu em tour pela Europa e foram três meses de divulgação. "Para uma sessão de fotos durante a tarde, a fotógrafa Lisa Wassmann me fotografou usando TRICOMA. Foi uma experiência inesquecível!"

 

 

Fotos: Vtao Takayama, Marcelo Paixão e Lisa Wasman