Linn da Quebrada

Ativista, perfomer e atriz, Linn também colaborou com a formação da ONG ATRAVESSA (Associação de Travestis de Santo André). Entre o cinema e os palcos, ela grita, para uma geração inteira, a sua verdade através do funk.

Bicha, trans, preta e periférica. Nem ator, nem atriz: atroz. Bailarinx, performer e terrorista de gênero."

Hoje, MC Linn se expressa pela voz. Não pela voz como canção, mas pelo grito do que está dentro dela. Forma-se música. Funk. É o jeito que ela encontrou para articular o seu corpo. Já foi pela dança contemporânea, pelo balé, pelo teatro, pelas festas nas ruas de São Paulo e pelas mais variadas performances usando o instrumento que ela aprende a compor todos os dias: ela mesma. Ela que é o seu melhor lugar para estar, quando não o pior. Sobre tocar seu corpo, inventar seu reflexo e tentar borrar as fronteiras entre o que é sua arte e sua realidade, Linn apresenta seu trabalho como uma obra de fricção entre corpos, realidade e memórias.

Foto: Vivi Bacco